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Pinhão e Milho é com o Seu Luiz Vicentin

Pinhão e Milho é com o Seu Luiz Vicentin

A PASCOM, Pastoral da Comunicação da Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem – Basílica Menor, entrevistou um personagem marcante de nossa Quermesse: o senhor Luiz Vicentin, que há mais de 20 anos trabalha na barraca dos doces todos os dias de todos os finais de semana da Quermesse.

Confirma abaixo a entrevista na íntegra:

PASCOM: Quando o senhor trabalhou na Quermesse pela primeira vez?
Luiz Vicentin: A data certa eu não sei, mas acredito que já faz uns 20 anos.

PASCOM: Sempre na barraca dos doces?
Luiz Vicentin: Sim, escolhendo e cozinhando pinhão e milho. Essa é minha parte.

PASCOM: Como o senhor começou a trabalhar?
Luiz Vicentin: Foi a Adelaide Rosa, irmã da minha cunhada, que trabalhava aqui na barraca dos doces. Eu estava na festa e ela me convidou para participar.

PASCOM: Quem ensinou os segredos para cozinhar o pinhão e o milho do jeito que o pessoal gosta?
Luiz Vicentin: O Adelio Rosa, marido da Adelaide, que foi Ministro da Eucaristia muito tempo na Matriz, foi quem me ensinou os segredos.

PASCOM: Com o passar do tempo o senhor foi aprendendo e agora é o senhor quem ensina!
Luiz Vicentin: Não é bem ensinar, mas é que no caso do pinhão, por exemplo, tem que vir um dia antes para escolher e lavar. E no dia, até no máximo às 14h, tem que estar no fogo para cozinhar por pelo menos três horas para ficar bem mole. Senão, a turma reclama que está duro. Depois que está quase cozido por completo é que se coloca o sal na água. A medida é ½ Kg de sal para cada caldeirão. Como nossos caldeirões têm 50 litros e os pinhões são cozidos em dois caldeirões, é necessário 1 Kg de sal para cada dia de festa da Quermesse. Já, no caso do milho, se cozinha por 1,5 hora sem adicionar o sal à água.

PASCOM: Quais outros cuidados o senhor considera necessários?
Luiz Vicentin: Tem que ficar de olho no fogão, para a segurança de todos. Não adianta vir todo mundo para olhar. Precisa uma pessoa dedicada para tomar conta.

PASCOM: O que deixa o senhor feliz fazendo isso?
Luiz Vicentin: Quando vem muito público, a gente gosta. Sábado passado, por exemplo, acabaram todos os doces da barraca. A turma que vem na festa também colabora, não é só quem vem trabalhar.

PASCOM: O que representa para o senhor trabalhar na Quermesse?
Luiz Vicentin: Eu estou com 86 anos. Todo ano eu penso que não vai dar mais pra ir. Quando chega a festa, a turma me convida. É uma coisa que dá força pra gente, entende? É a Igreja, Nossa Senhora… A gente que acredita em Deus, acredita na força de alguém.

Nome: Luiz Vicentin
Idade: 86 anos
Nacionalidade: Brasileira
Natural: São Bernardo do Campo – SP
Batizado: Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem
Residência: Rua José Bonifácio

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