CONGREGAÇÃO DOS

MISSIONÁRIOS

DE SÃO CARLOS


PASTOR, APÓSTOLO DO CATECISMO E DOS MIGRANTES

Scalabrini tinha como princípio de vida: "Fazer feliz uma só pessoa é mais importante do que ser feliz." Por isso qualquer necessidade dos irmãos convertia-se em apelo para a ação. Seu coração era generoso. Com a estiagem e o longo inverno de 1879, atendia milhares de pessoas empobrecidas, distribuindo-lhes alimento (mais de 3 mil refeições diárias). João Batista Scalabrini foi também o pioneiro da renovação catequética. O Papa Leão Xlll chegou a chamar a cidade de Placência " a cidade da Catequese". Em 1882, Scalabrini pediu aos leigos que assumissem seu lugar na sociedade, dedicando-se a educação e à formação cristã das novas gerações. Sentia-se o primeiro responsável pela educação cristã da juventude. Afirmou, durante a viagem: "diariamente, das 16 às 17 horas, com grande alegria de minha parte, explico o catecismo a um grupo de jovens." Mas Scalabrini é mais conhecido universalmente por sua dedicação a causa dos Migrantes. Durante o período de 1850 a 1900, 60 milhões de europeus deixaram seus lares e sua pátria em busca de melhores condições de vida. Já em seu primeiro escrito sobre a emigração, Scalabrini previa que se ela fosse acompanhada, orientada e sustentada traria resultados excelentes para o indivíduo e à nação que o acolhesse. "Ou roubar, ou emigrar", era o grande dilema.

APÓSTOLO DOS MIGRANTES

A média de pessoas que abandonavam a Itália nessa época era de 262.000 ao ano. Por sua vez, a população Italiana, apesar da forte emigração, continuava aumentando em ritmo relativamente acelerado; de fato, no primeiro recenseamento feito em 1880, o número de habitantes da Itália era de 29.791.000; e no último censo, em 1900, passou para 33.778.000. Scalabrini via os migrantes partirem. Diversas eram as causas: a crescente industrialização gerando o desemprego; o aparecimento das grandes fazendas expulsando o agricultor de sua terra ou reduzindo-o a agregado ou peão. As freqüentes guerras contribuindo para o empobrecimento das populações. A cobrança de impostos elevadíssimos... Entre as diversas cartas que recebia de seus diocesanos emigrados para as Américas do Sul e do Norte, uma lhe chamou a atenção: "Diga ao nosso Bispo que sempre lembramos de seus conselhos, que reze por nós e que nos mande um sacerdote, porque aqui vivemos e morremos como os animais." "O que fazer?" E Deus o iluminou. Fundou duas sociedades: uma religiosa de missionários e outra civil de leigos. Ambas deviam se auxiliar e se complementar mutuamente. A primeira se chamou: Congregação dos Missionários de São Carlos; A Segunda sociedade São Rafael, com esse programa de ação: "Colaborar e conservar vivo no coração dos Migrantes italianos junto com a fé, também o amor pela pátria, procurando o bem-estar moral, físico, intelectual, econômico dos MIGRANTES.