O dia de Finados não é um dia de tristeza é um dia de reflexão e alegria. Um dia no ano para pensarmos naqueles que partiram, em nossos antepassados; rezar por eles e por aqueles que não têm ninguém por quem serem lembrados. Um dia, principalmente para pensarmos na vida, na nossa vida e no que fazemos dela.
A vida pode ser apenas um espaço de tempo, entre o nascimento e a morte, que ocupamos com uma infinidade de coisas banais, trabalhos burocráticos, amores vãos e preocupações inúteis.
Se a gente não tomar conta da vida, ela passa e a gente nem percebe. Se a gente não tomar conta da vida, ela não vai ser mais do que uma vidinha com ‘v’ minúsculo, uma vidinha vazia.
E aí a morte se torna um perigo, um medo, um monstro.
Dizem que São Francisco brincou com a morte. Em sua última hora, pediu dois cabos de vassoura. Começou a cantar e tocar violino naquele instrumento improvisado. Os frades se admiram: “Frei Francisco, você está morrendo e tem coragem de brincar?” E o santo: “Estou entrando no paraíso. Querem que eu vá chorando? Não, vou cantando e tocando violino.”
Dizia Santo Agostinho que “a preocupação com os funerais, a condição da sepultura, a pompa das exéquias são mais consolo para os vivos do que subsídio para os mortos.”
Precisamos lembrar do que rezamos todos os Domingos: Creio na Vida eterna. Creio na Ressurreição da carne. Amém.
Tendo isso como verdade a morte deixa de ser tristeza, medo e dor para ser só saudade e esperança