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Homilia na posse do pe. Ricardo Guesser

Meus queridos irmãos e minhas queridas irmãs! Vamos deixar que a palavra de Deus invada o nosso coração. Palavra de Deus quando proclamada na Santa Missa é o próprio Jesus que nos fala através dela. E o que Jesus nos fala reunidos aqui neste momento tão importante na vida dessa comunidade paroquial?

A palavra de Deus nos fala do Deus da vida. Após o dilúvio, Deus manda a bonança, a prosperidade, para que a humanidade recomece. Ter uma chance de recomeçar de novo. E Deus estabelece a paz e a comunhão entre Ele e a humanidade. Através daqueles que foram salvos na arca de Noé. E Deus faz uma aliança com aquele grupo que foi salvo. ‘Eu serei o Deus que vou velar por vocês. Mas vocês também devem estar sintonizados comigo’. E como nós estamos sintonizados com este Deus que nos fala na Sagrada Escritura?  Esse Deus que Jesus nos manifesta?  Esse Deus da vida?  Nós nos sintonizamos com Ele quando nós também nos empenhamos pela vida, dom de Deus.

O próprio Jesus vai dizer: ‘Eu vim para que todos tenham vida plenamente’. E Deus diz ‘Eu vou pedir conta do teu irmão. Se derramar o sangue dele, vou pedir conta do sangue derramado’. Olha o que Deus pede de nós. Que nós velemos uns pelos outros. Cuidemos uns dos outros. Promovamos a vida uns dos outros. E é isso que nós vemos em nossa sociedade? É uma pergunta que a palavra de Deus nos faz.

Muitas vezes a religião para nós é como uma série de ritos que devemos observar e nada mais. Mas a nossa fé, nossa religião servem justamente para nos fortificar, nos sintonizar com Deus, a fim de que dessa maneira valorizamos as obras. Quais são? Dar a vida. Deus dá a vida a todos vocês. E Ele enviou o seu filho.

No evangelho, Jesus pergunta: ‘Quem dizem que eu sou? Quem sou eu para você?’ Jesus é o filho de Deus que se fez homem. Mas Ele não veio somente ensinar a verdade. Ele é a verdade. Ele veio para nos revelar quem é Deus. Deus é o Deus da vida. Todos os que promovem a morte nesse mundo, que derramam o sangue do seu irmão não promovem a vida. Existem muitas estruturas neste mundo que matam, como nós vimos lá em Brumadinho. A ganância faz com que grandes empresas não valorizem a vida das pessoas, mas o lucro. E a bíblia diz: ‘Deus vai pedir conta do sangue do irmão’. Só que Deus não tem pressa, mas cumpre a palavra dele. Assim também podemos matar de muitas maneiras, até com a língua. Muitos atos fazem com que o próximo perca a vontade de viver. Isso também é uma espécie de morte. Falta de caridade e de amor, inveja, raiva.

Então vocês observam que Jesus nos ensina o caminho da vida, que muitas vezes passa pela cruz. Não é fácil ser bom neste mundo. Não é simples seguir o caminho da justiça. Não é tranquilo optar por seguir Jesus. Veja a reação de São Pedro quando Jesus diz que nós devemos lutar pelos ideais de Deus, como o próprio Jesus fez o projeto de Deus em seu reino, até mesmo ao ponto de dar a vida como fez Jesus. Jesus diz: ‘Afasta de mim, Satanás’. Satanás é aquele que nos divide, nos separa de Deus. Jesus não está rejeitando o apóstolo Pedro, mas está mandando ele se colocar no lugar dele. Qual o lugar? Atrás de Jesus para segui-lo. Somos batizados para seguir Jesus. E quem segue alguém vai atrás. Então, Pedro tinha que aprender o caminho de Jesus, que é o caminho da vida.

O caminho no qual você defende a vida. O caminho no qual você protege a vida. O caminho de Jesus é o caminho pascal. Ele morreu, mas ressuscitou. Porque nós sabemos que a última palavra não é da morte, mas é da vida. Que maravilha podermos acreditar nisso. A nossa fé é uma fé que transmite alegria porque sabemos que Cristo é vitorioso e nós com Ele seremos, também, se percorremos o caminho que Ele percorreu. Por isso somos batizados, por isso participamos da comunidade.

E a comunidade eclesial existe justamente para congregar aqueles que acreditam em Jesus, que acreditam no evangelho da vida e que se comprometem a promover o Reino de Deus, que não é o lugar, mas o modo de vida. Onde você vive as bem-aventuranças, vive aquilo que está no Pai Nosso, que rezaremos daqui a pouco.

Então, essa comunidade paroquial de São José recebe o seu novo pároco, na pessoa do padre Ricardo, alegre e animado. E também os padres Carlos e João. Então, a equipe de padres é um presente de Deus para levar adiante os trabalhos pastorais de uma comunidade grande como essa. Nós temos alegria de ter em nossa Diocese essas três paróquias confiadas aos padres missionários de São Carlos, scalabrinianos, fundados pelo bispo Dom João Batista Scalabrini, que visitou o Brasil, esteve aqui quando nem existia a Diocese de Santo André. E eles acompanham o itinerário de nossa Diocese, de nossa região que tem 2,7 milhões de habitantes, 105 paróquias, 264 comunidades e um bispo. Mas Deus ajuda através dos padres. Os padres são os colaboradores do bispo.

No sábado passado ordenei dois padres e na hora da oração, o bispo diz: ‘Que a vossa bondade me dê na pessoa desses que estão sendo ordenados colaboradores para a evangelização’. Graças a Deus temos na pessoa do padre esta colaboração para o ministério apostólico de evangelizar o Reino de Deus.

Que essa comunidade possa os receber, como recebeu o padre Nivaldo que trabalhou durante um bom tempo e reorganizou a parte estrutural da igreja, um símbolo do trabalho pastoral realizado por ele. Todos nós somos muito agradecidos a ele.

Agradeço também o superior regional padre Agenor, que designa os padres que neste momento tão importante de nossa Diocese, após o Sínodo Diocesano, o trabalho imenso que tivemos, ele também envia esses padres para colaborar neste processo de implantação de tudo aquilo que o Sínodo Diocesano, a Acolhida e a Missão, e tudo que envolve o 8º Plano de Pastoral, nos ajudar a crescer como uma Igreja viva, dinâmica, voltada para os pobres, na perspectiva do Deus da vida que Jesus nos revela.

Queridos irmãos e irmãs! Agradeçamos a Deus por todas as graças e bênçãos, os padres que passaram nesta comunidade paroquial através dos anos. Não temos como medir o êxito de uma pastoral, pois a graça de Deus age de forma misteriosa e não segue o ritmo do relógio, nem do tempo. Mas segue o ritmo do próprio Deus, que é o ritmo do mistério. Mas pela fé sabemos que muitas maravilhas são operadas nos corações dos fiéis, das comunidades, quando os padres trabalham com fé, com amor, com perseverança, como nós presenciamos o trabalho aqui.

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Fonte: Diocese de Santo André

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