CONGREGAÇÃO DOS

MISSIONÁRIOS

DE SÃO CARLOS


FAMÍLIA, ESCOLA e VOCAÇÃO

As origens da família SCALABRINI são da Suíça. Deste País emigraram para a Itália, estabelecendo-se, desde 1700, no povoado de Fino Mornasco, perto da cidade de Como, a uns 80 Km de Milão. Foi aqui que, aos 8 de Julho de 1839, nasceu JOÃO BATISTA SCALABRINI. Seus pais foram Luís Scalabrini e Colomba Trombetta. Como qualquer família católica da época, tinham como valores fundamentais: a educação dos filhos, a prática religiosa e o trabalho. Tiveram 8 filhos: cinco homens e três mulheres. JOÃO BATISTA SCALABRINI era o terceiro. Antônio e José, em 1874, emigraram para a Argentina. Pouco tempo depois, Antônio, os mais velhos, retornou a Fino Mornasco para cuidar dos pais já idosos. Pedro e Ângelo, o mais velho, projetaram-se no campo político e intelectual. Pedro também emigrou para a Argentina, onde ocupou os cargos de Vice-Governador da cidade do Paraná, professor de ciências naturais e Diretor do Museu na Universidade de Buenos Aires. Ângelo formou-se em Letras e Filosofia pelas universidades de Florença e de Milão. As três irmãs, Maria Madalena, Josefina Jacinta e Luísa, casarem-se e ficaram na Itália. Maria Madalena teve dois filhos Sacerdotes: Atílio e Afonso Bianchi. JOÃO BATISTA SCALABRINI dedicou-se ao estudo. Fez o 1o Grau em seu povoado, e para completar o 2o Grau percorria a pé, todas as semanas, os 10 Km entre Fino Mornasco e Como. Desde cedo distinguia-se pela sua inteligência e força de boa vontade. Com 18 anos completos, JOÃO BATISTA SCALABRINI declarou que desejava ser sacerdote. Assim, em outubro de 1857 ingressou no Seminário Santo Abôndio, na cidade de Como.

MISSIONÁRIO, REITOR e PÁROCO

No tempo do Seminário, durante 5 anos e meio, estudou Filosofia e Teologia. E no dia 30 de Maio de 1863, com 23 anos, foi ordenado Sacerdote. Nos primeiros meses de Padre, JOÃO BATISTA SCALABRINI auxilio os Párocos de Fino Mornasco e de localidades vizinhas. Certo dia, dirigiu-se a Milão, disposto a ingressar no pontifício Instituto das Missões. Estrangeiras (PIME). Mas o seu Bispo não lhe deu permissão para partir. Disse-lhe o Bispo: "Tuas Índias são a Itália". Em Novembro de 1863, JOÃO BATISTA SCALABRINI volta ao Seminário Santo Abôndio, onde permanecerá até 1870. Assumiu a responsabilidade de Vice-Reitor, Professor e, nos últimos 3 anos, Reitor. Pela sua dedicação, melhorou muito a educação dos jovens seminaristas. Mesmo assumindo com empenho as funções no Seminário, o Pe. JOÃO BATISTA SCALABRINI procurava permanecer ligado ao povo a quem dedicava seu tempo livre e suas energias. Em 1870 foi designado Pároco da Igreja de São Bartolomeu, uma das mais importantes de Como. Neste tempo profere uma série de conferências, na Catedral de Como, sobre o Concílio Vaticano l, destacando a infalibilidade do Papa. O novo Pároco abraçou a missão com uma vitalidade surpreendente. Desde os primeiros meses escolheu como prioridade pastoral a Catequese das crianças. Em 1875 publicou o pequeno Catecismo para os jardins de infância.

BISPOS e VISITAS PASTORAIS

JOÃO BATISTA SCALABRINI foi sagrado Bispo em Roma, no dia 30 de Janeiro de 1876. O Papa Pio lX presenteou-o com o báculo episcopal. No mesmo dia, JOÃO BATISTA SCALABRINI escreveu ao seu povo a primeira carta, na qual manifestava como entendia e como assumia a nova responsabilidade na Igreja. "Não recusarei fadiga alguma, fazendo-me tudo para todos, a fim de ganhar todos a Cristo". O ingresso oficial na diocese de Placência aconteceu no dia 13 de Fevereiro. Scalabrini tinha 36 anos de idade. O novo Bispo despertava nas multidões a mais calorosa admiração, o maior entusiasmo e a mais profunda influência em seus ânimos. Organizou as Escolas de Catequese.. Publicou a primeira revista catequética italiana. Iniciou a primeira visita às 365 Paróquias da sua Diocese das cinco que realizou durante seu episcopado. Era incansável, seguindo o exemplo de seu protetor São Carlos Borromeu.

AÇÃO SOCIAL e SURDOS-MUDOS

Desde a primeira carta Pastoral à Diocese, a 30 de Janeiro de 1876, João Batista Scalabrini afimava: "Sinto-me enviado, em primeiro lugar, aos mais pobres e abandonados!". Em 1895 dizia: "Que maior alegria poderia haver do que ir ao encontro dos pobres, orientar os simples, libertar os oprimidos, enxugar as lágrimas dos aflitos, salvar as almas, fazer, enfim, um pouco de bem?". Scalabrini interessou-se pelos presos, pelos surdos-mudos. E todos estes pobres chamavam Scalabrini de "Pai". A ação social foi marcante em sua vida, favorecendo as Associações e todas as obras de previdência e de mútuo socorro. Também a imprensa católica era por ele favorecida para difundir princípios cristãos.