Aconteceu!

Dependências Externas

Torre Monumento

Assim é chamada a torre da Igreja Matriz. Por volta de 1956, a pedido do vigário Padre Fiorente Elena, o engenheiro Conrado Bruno Corazza, fez o projeto da nossa chamada “Torre Monumento”, inspirada na torre da igreja de San Marco, em Veneza, Itália. Suas dimensões exageradas, 7 x 7 metros de base e 70 metros de altura, tinham o propósito de torná-la um ponto de referência para quem chegasse à cidade. A sua construção no entanto, só teve início em 1959 sob a direção do novo vigário Padre Pedro Celloto, tendo sido inaugurada em 09/09/1962. No topo foram colocados quatro relógios – um em cada lado da torre, além dos sinos. Em 1998 foram construídas dentro dela, cinco salas que são usadas para catequese, além de uma cozinha no térreo para ajudar nas festas externas da igreja, como por exemplo, as quermesses.

Sinos

O campanário é composto por um conjunto de 5 sinos, com peso total de 2.230kg, fundidos pela Fundição de Sinos Crespi, São Paulo, em 1959. Eles foram fabricados através de um processo artesanal de fundição, com as características básicas idênticas a dos sinos fundidos no século XVII. Sua composição é de liga de bronze nobre, que produz o chamado “som puro”. Cada um deles tem uma personalidade própria, não apenas em seu som, como também em sua aparência externa com figuras e inscrições próprias.

O sino nº 1, com o som da nota “DÓ”, tem o diâmetro de boca de 70cm, peso de 210kg, e as figuras de São Carlos Borromeu, padroeiro dos Escalabrinianos e de um anjo.

O sino nº 2, nota “SI”, diâmetro de boca de 78cm, peso de 310kg, é em homenagem ao Ano Santo de 1950 e à Santa Maria Goretti.

O sino nº 3, em “LÁ”, diâmetro de boca de 85cm, peso de 410kg, é chamado de “Maris Stella”, com a figura de NªSª da Boa Viagem, tendo os nomes do Padre Fiorente e de fiéis colaboradores, divididos por Bairros.

O sino nº 4, em “SOL”, é uma homenagem ao Estado de São Paulo, com a figura do santo padroeiro, e também à comissão que trabalhou na construção e administração da Igreja. Tem 95cm de diâmetro de boca, e pesa 550kg.

O sino nº 5, em “FÁ”, com diâmetro de boca de 105cm, peso de 750kg, tem a figura de D.Jorge Marcos de Oliveira, nosso primeiro Bispo Diocesano, e também tem gravada uma homenagem ao Brasil. Neste sino é que soam as horas do relógio: as horas inteiras e as meias horas.

REFORMA – No ano de 2005, durante os meses de março a maio, foi efetuada uma r eforma geral na estrutura de suporte, troca do sistema de acionamento e controle, além da restauração dos próprios sinos, que foram raspados e limpos. Na reforma do sistema de balanço, usaram-se equipamentos de última geração, dentre eles uma derivação do CLP (controladores lógicos programáveis), utilizados como “cérebro” dos atuais robôs industriais. Isto permite que haja várias combinações dos toques dos sinos, por exemplo, de um a um, de forma variável entre eles ou em conjunto. A inauguração festiva da reforma, aconteceu no dia 14 de maio de 2005. O trabalho de recuperação foi feito pela empresa Beltec Sinos e Relógios Ltda, sob a supervisão dos engenheiros Rinaldi Coccia e Mário Tamura.

Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem

A primitiva capela dedicada à Nossa Senhora da Boa Viagem, situada na praça da Matriz, foi construída em 1814 no lado oposto de onde hoje se encontra, ou seja, em frente ao Largo da Matriz. Ali eram celebradas missas, batizados, casamentos e também eram sediadas as mesas de eleições. Todos os que passavam, viajavam em lombo de burro, de cavalo ou em carroças e carruagens, paravam para agradecer, ou pedir proteção, pelo caminho já percorrido ou a percorrer. O local era chamado de “caixinha da boa viagem” porque ali ficava uma urna onde eram depositadas esmolas, esmolas estas que pagaram parte da construção da antiga matriz.

A partir de 1825, com a transferência dos atos e objetos litúrgicos, além da imagem, para a nova igreja, ficou a ermida de Nossa Senhora da Boa Viagem em completo abandono, até se reduzir a três muros e um portão, sem telhado, com um nicho e uma outra imagem da padroeira. A atual capela foi construída no final de 1800.

A imagem que era venerada quando da ereção da primitiva capela, é a mesma que se encontra hoje dentro da igreja matriz.

Segundo consta, essa pequena imagem, de terracota, é proveniente de Portugal, e teria sido doada por um casal de portugueses que saíram ilesos de uma tempestade no mar, provavelmente no início de 1800.

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