Aconteceu!

3 santos que foram padres diocesanos

A lista de santos e bem-aventurados da Igreja Católica cresce infindavelmente. Cada um com uma história de entrega pessoal a Deus capaz de inspirar-nos a buscar a santidade. Hoje vamos conhecer o testemunho de 3 padres diocesanos reconhecidos santos. Para os sacerdotes, são quatro modelos de vida sacerdotal santificados desde o seu o sim a Deus, no trabalho em favor do Reino e aprimorado no amor com o qual, no cotidiano de suas vidas, souberam dedicar ao povo. Já para os que buscam o discernimento vocacional, são quatro santos intercessores que oportunamente podem ajudar neste processo.

 

São João Paulo II: o Papa todo de Maria


Legenda: Karol Wojtila enquanto bispo com os jovens nas montanhas polonesas

 

Seu nome de batismo era Karol Jósef Wojtyla. Polonês nascido em 1920, o menino que futuramente ficaria conhecido como o Papa da Misericórdia, perdeu seus dois irmãos mais velhos e ficou órfão aos 8 anos.

Quando jovem mudou-se para Crácovia onde entrou para a Universidade e se matriculou numa escola de teatro. Quando seu país foi invadido durante a II Guerra Mundial, a universidade foi fechada pelos nazistas e Karol precisou esconder-se para não ser deportado para a Alemanha.

No meio dos horrores da guerra, João Paulo II começou a sentir um chamado de Deus. Naquela época, as igrejas haviam sido fechadas, outras queimadas ou destruídas, sacerdotes e religiosos haviam sido assassinados. Mas essas adversidades não o enclausuraram. O jovem sentia que podia fazer algo por sua Igreja. Queria ajudar a curar as feridas que a guerra provocou na alma dos que conseguiram sobreviver àquele triste período. Sem vacilar, entrou para um seminário clandestino.

 

O jovem sentia que podia fazer algo por sua Igreja. Queria ajudar a curar as feridas que a guerra provocou na alma dos que conseguiram sobreviver àquele triste período.

 

Assim que a guerra terminou, sem precisar esconder-se, o jovem deu sequência aos estudos de teologia e em novembro de 1946 tornou-se sacerdote da diocese de Cracóvia. O padre Karol tinha habilidades especiais para lidar com os jovens, certamente o que o levou, mais tarde, já como Papa, a criar o evento no qual, a cada dois anos, ele se reunia com milhões deles na Jornada Mundial da Juventude.

Além disso, Wojtyla desempenhou um importante e reconhecido papel para o fim do comunismo na Polônia e em vários países da Europa.

Em 1958, ele foi nomeado bispo auxiliar. Ao mesmo tempo lecionava aulas de ética nas universidades de Cracóvia e Lublin. Seis anos depois, passou a arcebispo e em 1967, cardeal. Karol Wojtyla foi eleito papa em 1978, quando adotou o nome de João Paulo II. Seu lema papal foi Totus tuus (Sou todo teu), referindo-se à Virgem Maria.

João Paulo II, depois de 26 anos  como sucessor do trono de São Pedro – o primeiro papa – e de ter sobrevivido a um atentado no Vaticano, faleceu em 2005. Viveu santamente por 86 anos. Por isso a Igreja o reconheceu santo em 2014.

 

São João Paulo II

Nasceu em 1920, na Polônia

Entra no seminário entre os horrores da 2ª Guerra

Ordenação: novembro de 1946

Páscoa: 2 de abril de 2005

Canonização: 2014 pelo Papa Francisco

 


 

São João XXIII: o amor e a compaixão não exclui a ninguém.

 

 

Italiano, Angelo Guiseppe – futuro Papa João XXIII – nasceu em 1881. É o quarto filho entre os treze da família Roncalli. Camponeses, seus pais eram muito piedosos e tinham uma vida pastoral ativa em sua paróquia, mas foi um sábio tio que despertou em Angelo o interesse pelas coisas do céu.

O jovem entrou para o seminário e entre seus estudos começou a elaborar alguns escritos sobre sua espiritualidade. A estes juntou outros escritos datados até 1961 que, após sua morte, foram reunidos e publicados sob o título “Diário da Alma”. Graças a uma bolsa de estudo, o seminarista Angelo passou a estudar no Pontifício Seminário Romano até tornar-se sacerdote da diocese de Roma em 1904. Os anos seguintes, o padre Angelo se dedicou a estudar a vida de três grandes personalidades da Igreja: São Carlos Borromeu, São Francisco de Sales e o então Beato Gregório Barbarigo.

Em 1915 seu país entrou na I Guerra Mundial e padre Angelo foi chamado para servir o exército como sargento sanitário. Ele foi nomeado capelão militar dos soldados feridos. Terminada a guerra, fundou a “Casa do estudante” e trabalhou na pastoral dos estudantes. Em 1919 foi eleito diretor espiritual do seminário.

O ano de 1921 trouxe novos trabalhos ao padre Angelo. Ele foi convocado a trabalhar no Conselho das Obras Pontifícias para a Propagação da Fé. Passou a percorrer as dioceses da Itália organizando círculos missionários. Em 1925, foi ordenado bispo da Bulgária onde, de boa vontade, realizou gestos humanitários de caridade. Dez anos depois foi nomeado Delegado Apostólico na Turquia e Grécia, onde se encontrava durante a II Guerra Mundial – período em que socorreu muitos judeus da morte eminente.

 

Procurou agir sempre animado por uma piedade sincera. Dedicava longas horas à oração.

 

Tendo a guerra findado, ajudou prisioneiros de guerra e trabalhou pela normalização da vida eclesial na França, onde se encontrava. Neste país visitou santuários e participou de importantes manifestações religiosas. Lutou pela paz. Buscava a simplicidade evangélica, inclusive nos assuntos diplomáticos mais complexos. Procurou agir sempre animado por uma piedade sincera. Dedicava longas horas à oração.

Foi eleito Cardeal em 1953 e em 1958 Papa com o nome João XXIII. Com o lema “Obediência e paz”, mostrava-se sempre manso, humilde, cordial, corajoso e bem humorado. Seu humor brotava espontaneamente de sua simplicidade.

Como Papa, convocou o Sínodo Romano, instituiu uma Comissão para a revisão do Código de Direito Canônico e convocou o Concílio Ecumênico Vaticano II. Seu pontificado durou apenas cinco anos, mas foram tempos muito ativos para o santo padre. Visitou muitas paróquias de Roma principalmente nas comunidades mais pobres. Praticou incontáveis obras de misericórdia, espirituais e corporais, em favor dos mais humildes e necessitados. Visitou presídios, doentes e despertou nos cristãos um sentimento de paternidade. Ficou conhecido como o Papa da Bondade.

 

São João XXIII

Nasceu em 1881, na Itália

Entra no seminário motivado pela piedade dos familiares

Ordenação: 1904

Páscoa: 3 de junho de 1963

Canonização: 2014 pelo Papa Francisco

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João XXIII apresentou-se diante de Deus em 3 de junho de 1963. O Concílio Vaticano II, um dos seus mais importantes legados para a Igreja, que vinha acontecendo desde 1962, teve de ser concluído com seu sucessor. O Papa da Bondade foi canonizado em 2014 pelo Papa Francisco.

 


 

São Josemaría Escrivá: a santidade é para todos!

 

 

Josemaria nasceu em 1902, na Espanha, numa família que se dedicou a dar uma profunda educação cristã a seus 6 filhos (três faleceram ainda muito pequenos).

Certo dia, o menino Josemaria percebe algo que despertou sua atenção. Ele viu pegadas na neve de alguém que andara descalço. Como pode alguém conseguir caminhar sobre a neve com os pés desprotegidos? Curioso, o menino seguiu as pegadas e descobriu que elas terminavam na porta de uma igreja. Não teve receio: entrou na Casa de Deus e logo avistou um homem descalço, ajoelhado diante do altar, em profundo silêncio. O menino sentou-se num dos bancos e esperou por aquele homem que logo percebeu sua presença. “Vi as marcas de seus pés na neve e quis saber por que alguém faria isso?”. O religioso o surpreendeu: “Por amor a Jesus”.

O sacrifício daquele homem deixou o menino pensativo. Ele sentiu que Deus lhe queria alguma coisa, mas não compreendia o que. “Que sacrifício posso eu fazer?”, ele questionou ao religioso. “Penso que o desejo que você sentiu de seguir minhas pegadas era, na verdade, Deus te guiando até sua Igreja. Então se pergunte: o que você quer oferecer a Deus como um sacrifício por sua bondade e seu infinito amor?”

 

“Então se pergunte: o que você quer oferecer a Deus como um sacrifício por sua bondade e seu infinito amor?”

 

Josemaría observava com encanto o sacrário e refletia em seu íntimo. Voltou para casa sem ter uma resposta, mas com uma chama que abrasava seu coração. Outro dia voltou à Igreja, ajoelhou-se diante do altar e rezou. O menino descobriu o que desejava oferecer a Jesus: sua vida.

Josemaría continuou seus estudos, pois não entendia muito bem que caminho seguir, mas em seu coração tinha certeza de que dedicaria sua vida à Igreja. O tempo passava e ele rezava: “Senhor, que eu veja!” – essa foi a súplica do garoto que não conseguia enxergar os planos de Deus para a sua vida, mas que confiou incondicionalmente em seus desígnios.

Aos 16 anos, Josemaría entrou para o Seminário. No dia 28 de março de 1925 foi ordenado sacerdote e no dia 30 celebrou a sua primeira Missa em sufrágio pela alma do pai que faleceu 4 meses antes dele tornar-se padre.

O jovem já havia ofertado sua vida a Jesus, no entanto, algo ainda o incomodava. Deus tinha uma missão para ele, mas ainda não tinha compreensão do que seria. Foi numa manhã, num retiro espiritual, que o Padre Josemaria teve o discernimento. Deus lhe deu a graça de uma visão interior: viu uma multidão de pessoas de diferentes culturas que procuravam o amor de Deus e que o servia nos seus afazeres do dia a dia, nos seus trabalhos, entre seus amigos e familiares. Essas pessoas esforçavam-se por santificar tudo o que faziam, eram apóstolos de Cristo que viviam em plenitude sua vocação – matrimonial ou sacerdotal. O padre via um caminho novo para servir a Deus. Um povo  para servir a Igreja, que prometia frutos abundantes de santidade e de apostolado no mundo.

 

São Josemaría Escrivá

Nasceu em 1902, na Espanha

Aos 16 anos entra no seminário

Ordenação: 28 de março de 1925

Páscoa:26 de junho de 1975

Canonização: 2002 por São João Paulo II

 

O que aquele jovem padre de apenas 26 anos fez diante da grandeza do que Deus lhe pedia? Como resposta, ele fundou a Opus Dei, uma instituição da Igreja Católica que possui como membros clérigos e leigos que se dedicam a atividades pastorais. A essa instituição dedicou-se até o último dia de sua vida.

Em 26 de junho de 1975 Deus o levou para junto de Si. Sua fama de santidade foi reconhecida pelo Papa João Paulo II que o canonizou em 2002. Na ocasião, o Papa repetiu o ideal que Santo Josemaría Escrivá propagou: “Seguindo as suas pegadas difundam na sociedade – sem distinção de raça, classe, cultura ou idade – a consciência de que todos somos chamados à santidade”.

Inquietado pelo chamado de Deus? Faça um profundo discernimento e não tenha medo de dizer seu sim a Deus.

Acesse e confira 7 erros que você pode estar cometendo no seu caminho de discernimento vocacional

[link:https://diocesesa.org.br/2018/06/07/7-erros-ao-discernir-a-vontade-de-deus/]

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Fonte: Diocese de Santo André

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